domingo, 31 de janeiro de 2010
Rotina
Hoje tudo mudou: segunda é dia de aula até tarde; terça é dia de coletivo de mulheres; quarta ainda é dia de trabalhar (como todos os outros); quinta é dia de torradas (com meus amados três mosqueteiros); sexta é dia de Mr. Dam; o sábado ainda tem cheiro de cerveja, mas foi o domingo o que mais mudou: é dia de namorar.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
A partir da falta de compreensão
É o que geralmente ocorre quando da má interpretação: uma interpelação do intelecto em fração de segundos que mais parecem uma eternidade. Salvos, porém, aqueles que se direcionaram ao fato de esta série de interrupções do desenvolvimento trazem consigo a pura e simples vontade de se calar, a todo e qualquer custo.
E daí em diante, as conseqüências só tendem a piorar. Quando seres pensantes e astutos deixam de lado a capacidade de comunicação, toda uma cadeia ideológica estende-se ao seu redor, marginalizando-o sem o mínimo medo da tradução errônea.
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Eu odeio a sociedade!
terça-feira, 31 de julho de 2007
Esclarecimento Moderno
Nobre cavalheiro, tu bem sabe que tua consciência putrefaz ao pensar na corrupção intelectual que exerce todos os dias. É claro, neste mundo de alienação mutua tornar-se um esclarecido não é nada muito custoso, tudo o que se precisa para ser aclamado como possuidor de uma inteligência superior é usar-se de algumas palavras de ordem culta – mesmo que estejam meramente jogadas no texto – e reclamar algo de interesse coletivo.
O que temos em massa, desta maneira, são pessoas que crêem veementemente estar localizadas em degrau mais elevado na escada da sabedoria mesmo que sua racionalidade não seja capaz de, ao menos, analisar a própria opinião.
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Bom Apetite!
Visto-me de terno e gravata para assistir à ceia do sistema capitalista. Farto-me de inverdades e alienações de uma geração que escolhe um belo epitáfio sob o qual anseia ser sepultado e finalmente descansar em paz, mas que quando viva prefere a inércia de fechar os olhos à usurpação quase nítida de uma classe dominante que se diz igualitária.
Ao passo que meus olhos se concentram na atrocidade visual, minha mente devaneia solitária sobre o caos que haveria se a massa soubesse covardia que se esconde por trás da voz firme da tirania, rio ao pensar que assim, ficaria completa a rima da hipocrisia.
Depois de saciada e já enojada e tanta mediocridade, clamo, a um tom que apenas os atentos ouçam que é provável que se os racionais raciocinassem, não existiria a materialização do materialismo.
