Visto-me de terno e gravata para assistir à ceia do sistema capitalista. Farto-me de inverdades e alienações de uma geração que escolhe um belo epitáfio sob o qual anseia ser sepultado e finalmente descansar em paz, mas que quando viva prefere a inércia de fechar os olhos à usurpação quase nítida de uma classe dominante que se diz igualitária.
Ao passo que meus olhos se concentram na atrocidade visual, minha mente devaneia solitária sobre o caos que haveria se a massa soubesse covardia que se esconde por trás da voz firme da tirania, rio ao pensar que assim, ficaria completa a rima da hipocrisia.
Depois de saciada e já enojada e tanta mediocridade, clamo, a um tom que apenas os atentos ouçam que é provável que se os racionais raciocinassem, não existiria a materialização do materialismo.
